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Dores de cabeça podem ser tratadas com cannabis medicinal

Maio é o mês de combate e prevenção à cefaleia


Dentre as diversas maneiras de combate às dores de cabeça, a cannabis medicinal tem demonstrado eficácia para auxiliar no tratamento. Segundo artigo do Centro de Pesquisa sobre Dor de Cabeça e Abuso de Drogas de Reggio Emilia (Itália), pacientes com idades entre 35 e 65 anos, que faziam uso excessivo de medicamentos e que sofriam de dor de cabeça crônica há pelo menos 3 anos, foram submetidos ao tratamento com nabilona, um canabinóide sintético. O ensaio preliminar, publicado em 2012, apresentou resultados primários de redução da frequência, duração e intensidade das dores de cabeça e da quantidade de consumo diário de analgésico.


Cefaleia é o termo médico utilizado para designar os vários tipos de dores de cabeça, que atingem mais de 30 milhões de brasileiros. Em 19 de maio ocorre o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, iniciativa da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCE). O foco da campanha, que ocorre durante este mês, é destacar os diferentes tipos de dores de cabeça e as formas de combate da doença. De acordo com Maria Teresa Jacob, médica especialista em dor crônica e medicina canabinóide, a cannabis tem ação anti-inflamatória, neuroprotetora e relaxante, trazendo alívio nesses casos.


Um estudo mais recente, publicado em novembro de 2019 no Journal of Pain, relatou que a cannabis pode reduzir o nível de dor da enxaqueca e de outras dores de cabeça em 50%, uma alternativa com menos efeitos colaterais que os tratamentos tradicionais e que pode ser usada por período prolongado.


“Há mais de um século, em 1915, o renomado médico canadense Sir Willian Osler recomendava o uso da cannabis como o medicamento mais eficaz para enxaqueca. Atualmente, sabe-se que os receptores do sistema endocanabinóide, locais onde as substâncias ativas da cannabis atuam no nosso organismo, estão distribuídos por todo corpo. Em 2015 os pesquisadores Greco e Tassorelli concluíram que as cefaleias, principalmente a enxaqueca, tem relação com o sistema endocanabinóide. A deficiência deste sistema constitui uma das possíveis causas da enxaqueca, através da regularização desta alteração a cannabis pode representar uma boa opção terapêutica nas cefaleias, assim como em outras patologias”, completa a Dra. Maria Teresa.


A campanha de combate à cefaleia ainda alerta sobre a contraindicação da automedicação e uso em excesso de analgésicos. “O tratamento sempre deve ser acompanhado por um médico prescritor da cannabis medicinal, lembrando que cada caso é um caso, sendo imprescindível a individualização do tratamento”, finaliza a médica.


Fonte: ETC Notícias

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